Vídeo digital estereoscópico: aspectos tecnológicos e implicações na narrativa

Djalma Ribeiro Jr., Leonardo Antonio de Andrade, Pedro Dolosic Cordebello

Resumo


Este estudo é focado na captação, produção e exibição de vídeosestereoscópicos anaglíficos. A percepção da profundidade emvídeos digitais pode ser realizada com o uso de óculos especiaiscom algumas técnicas, como a de visualização de imagensanaglíficas. Tal técnica permite captar dois vídeos com as câmerasimitando dois olhos humanos (com os blocos óticos distantes 6,5cm), e depois realizar um processamento para gerar um novovídeo RGB com a componente de cor vermelha vindo de umvídeo e as componentes verde e azul vindas do outro vídeo. Como uso de óculos de filtros coloridos (com lentes vermelha e ciano)é possível observar a profundidade nestes vídeos digitais. Baseadona experiência do curta-metragem Ciranda, alguns aspectos foramtrabalhados neste sentido. A tridimensionalidade aguça, noespectador, a sensação de real. A própria imagem estereoscópica écarregada de expressividade. Os elementos cenográficos saltam datela impactando o espectador. Um objeto de cena, em umaimagem tridimensional, torna-se mais evidenciado, a partir domomento que permite ao espectador a sensação de poder tocá-lo.O espaço narrativo adquire maior dinamicidade. A ação dramáticanão se restringe ao primeiro plano. O plano de fundo sepotencializa como um outro espaço narrativo, uma vez que oselementos audiovisuais presentes na cena acentuam a sensação dereal no espectador. No curta-metragem Ciranda buscou-seestabelecer dois planos de ação dramática que se fundiam noplano final, o qual dava o desfecho do filme. A tecnologia decaptação estereoscópica influencia na própria narrativa, trazendodesafios para a linguagem audiovisual.

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